MANDALAS
- Use-os para desenvolver sua intuição
Por Elisabeth Cavalcante
A
descoberta da verdade interior por meio da meditação
é uma tradição milenar, que já
era praticada pelos mestres da Atlântida, um continente
altamente desenvolvido que, segundo estudiosos, teria submergido
há cerca de 10 mil anos atrás.
Como
instrumentos auxiliares da meditação, eles
utilizavam símbolos que tinham o poder de ativar
a mente e despertar a sabedoria interior: os mandalas,
uma representação mágica do universo
visível e das divindades invisíveis.
A
palavra mandala vem do idioma sânscrito e significa
"círculo". Ele simboliza a representação
gráfica das forças da natureza latentes no
interior da personalidade, por isso, costuma-se dizer que
o mandala é um mapa do inconsciente.
O
mandala auxilia na cura de doenças quando a origem
dos males é de fundo psicológico, adquirindo
forma no psiquismo para aparecer concretamente no corpo
físico.
Geralmente
ele possui elementos geométricos, dispostos simetricamente
formando figuras vigorosas e coloridas, que atuam profundamente
na pessoa que o utiliza para fins de estudo de si mesmo.
Do
mesmo modo, a arquitetura de certos templos e monumentos
reproduzem - intecionalmente ou não - o traçado
básico dos mandalas.
Algumas gravuras hindus e tibetanas contém toda a
tradição mágica dos atlantes e são
utilizadas como representações dos muitos
deuses daqueles antiqüíssimos povos orientais
e como guias para a meditação.
Nesse
caso, os mandalas fornecem à mente, a energia de
que ela necessita para encontrar as soluções
dos mais variados problemas.
Todos os mandalas são também muito empregados
como talismãs, pois basta haver uma gravura dessas
num ambiente para que as energias negativas sejam afastadas.
É muito importante que esta gravura não tenha
moldura, para que a força do mandala possa se irradiar.
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Uma técnica terapêutica
Uma
alternativa para uso dos mandalas como recurso terapêutico
é reproduzí-los em preto e branco e depois
colorir, utilizando caneta hidrográfica, lápis
de cera, guache, etc.
A
escritora e terapeuta holística Celina Fioravante
conta como os mandalas a ajudaram a superar uma fase de
depressão. Há alguns anos ela havia sofrido
a perda do pai, e estava tão sem energia que não
tinha iniciativa para rezar nem para procurar ajuda.
O
que a tirou da crise foi o trabalho com estas figuras. "Todos
os dias, ainda de pijama, a primeira coisa que fazia era
colorir mandalas por meia hora. Aos poucos, comecei a melhorar
e fiz com elas um bloco que pendurei na parede do corredor
da casa". Mais tarde, a coleção de desenhos
acabou inspirando a publicação do livro "
Mandalas (Editora Ground) no qual Celina compartilha todo
o seu aprendizado sobre o tema.
"Se
você ficar olhando para um mandala, sua energia será
modificada mesmo que não deseje conscientemente que
isso aconteça", conta Celina.
Da experiência da escritora, resultou o método
que ela ensina: pintar, todo dia, de preferência pela
manhã, o mandala escolhido de acordo com o objetivo
desejado.
As cores tem energia e potencializam o efeito do mandala.
De acordo com Celina, não é preciso conhecer
o poder das cores para obter resultados com esse trabalho:
ao usar os tons que mais lhe atraem, a pessoa já
está escolhendo a energia de que precisa.
Pinte
um mandala por vez, do começo ao fim, a cada dia.
Depois de coloridos, eles podem ser presenteados, usados
para decorar ambientes ou armazenados numa pasta para serem
utilizados na meditação.
COMECE
A UTILIZAR ESTA TECNICA ESCOLHENDO UMA DAS QUATRO MANDALAS
QUE SUGERIMOS
Por Elisabete
Cavalcante