Dicas Práticas para Amenizar os Sofrimentos de um “pé na bunda”

O chamado “pé na bunda” é sempre um processo doloroso? Sim.

Às vezes se sofre mais, às vezes menos. Depende do nível da paixão, do amor, da dependência, da idealização e do tamanho da frustração.

 

Não é fácil!

Não é fácil para quem recebe, e nem para quem dá!

 

Segundo a psicóloga Mônica Levi, “a inexistência do amor ou da atração são os motivos principais que levam um casal a viver mal e validam o encerramento“.

 

Ao viver essa situação, a maioria das pessoas se deixa levar por sentimentos que as impede de decidir o que é melhor para elas, mesmo que o melhor seja, sem dúvida, encerrar. Esses sentimentos são aqueles que fazem surgir a insegurança, os medos e as carências (entre outros) criando um cenário emocional desfavorável para a tomada de uma ou várias decisões.

A fim de evitar o imenso desconforto que estes sentimentos causam, muita gente prefere manter relacionamentos que já não têm sentido.

Para não se tornar uma vítima de si próprio(a), é importante reconhecer esses sentimentos e aceitá-los, se esforçar para lidar com eles. Sem isso, torna-se difícil tomar a única decisão que, muitas vezes, poderá levá-lo(a) a buscar novos rumos na vida e uma aceitação consciente e sem traumas.

Que sentimentos são esses tão ameaçadores, que muita gente opta por permanecer na relação embora já não tenha a menor esperança de ser feliz ao lado do(a) parceiro(a)?

Veja, a seguir, se você se identifica com alguns dos sentimentos (a causa também pode ser menos óbvia) relacionados abaixo. Caso positivo, faça uma pausa para compreendê-los melhor e ganhar habilidade para lidar com eles.

 

:: Sentimento de posse:

Não é fácil libertar-se da possessividade e da idéia de que o(a) parceiro(a) é sua propriedade, como se o relacionamento tivesse garantido a você este direito. Assim como o ciúme, o sentimento de posse pode ser tão forte que se mantenha, mesmo que a separação já seja um fato consumado. O importante é não confundir possessividade com amor.

Combata: o fato de ficar enciumado(a) com a idéia de que (a) ex possa sair curtindo a vida por aí não significa que você o(a) queira. O melhor é substituir esses pensamentos por outros, onde que quem está vivendo bem e feliz é você.

Segurar a onda e evitar saber da vida dele(a) depois da separação é saudável e ajuda a superar esse terrível sentimento de posse. Com o tempo, de repente, você vai perceber que não sente mais nada.

 

:: Costume:

Muita gente prefere uma vida chata, porém, com um(a) parceiro(a) ao lado do que investir na separação e recomeçar uma vida diferente. Por trás desse “costume” esconde-se o medo de viver só e de se arriscar a uma vida diferente.

Combata: é preciso enfrentar o medo do desconhecido se quiser buscar uma vida melhor e mais feliz. No começo, cosutma ser duro, mas se você lutar contra o baixo-astral e se der uma chance, acabará descobrindo que a vida tem muito mais a oferecer do que você imaginava. Além de se dar conta de que tudo pode e deve ser mais alegre e enriquecedor.

Procure divertir-se mesmo se estiver sozinho(a). Leia, vá ao cinema, ao parque, faça ginástica. Depois disso, é claro, procure fazer amigos e se reaproximar dos que já tem.

 

:: Raiva:

É muito comum, quando a relação entra em colapso, que um parceiro sinta-se “enganado” pelo outro, caso perceba estar sofrendo mais com a situação. No fundo, o que motiva esta raiva é a constatação de que o outro deixou de amá-lo(a) antes que você se desinteressasse. Alguns casais permanecem juntos ligados por um terrível e destruidor sentimento de raiva. O melhor a fazer é se libertar dos ressentimentos e assumir a responsabilidade pela própria felicidade.

Combata: lembre-se de que outras pessoas já amaram você e não foram correspondidas. A gente não escolhe quem vai amar. O melhor a fazer é manter a classe e entender isso sem deixar que a sua auto-estima fique abalada. Você não vai querer prender alguém ao seu lado, forçar a barra quando não há reciprocidade, apenas para não viver o sentimento de estar sendo rejeitado(a). É bom saber que o fato do outro não querer ir adiante no relacionamento, muitas vezes, não é nada pessoal. Pode ser uma questão particular que não tem nada a ver com as suas qualidades ou características.

 

:: Frustração:

A dor pelo fracasso amoroso aumenta quando a gente se deixa levar pelas lembranças e pensa em todos os planos que fez com o parceiro, nos sonhos de felicidade e no desejo de que tudo desse certo.

Combata: não chore pelo leite derramado. Olhe para frente. Esta é a melhor maneira de combater o saudosismo que traz a frustração. Quando se deparar com a essa sensação, trate de reciclar a vida e preparar-se para o que virá. Quanto mais você se mostrar capaz de superar as expectativas que não aconteceram, mais fácil será se livrar desse incômodo que é a frustração.

 

:: Inveja:

De amigos felizes ou do(a) próprio(a) parceiro(a), que parece estar enfrentando a situação melhor do que você. A inveja costuma vir acompanhada do desejo de destruir a outra pessoa e fazer com que sofra como você. O problema é que o que desejamos para os outros se volta contra nós. O universo é um espelho e colhemos aquilo que plantamos.

Combata: Nessa hora é bom pensar que quase todos os seres humanos passam por uma experiência difícil de separação, ao menos uma vez na vida. E que, para encontrar a pessoa certa, a gente quase sempre encontra primeiro as erradas. Acredite que no final tudo dá certo, e que se ainda não deu é porque ainda não está no final.

 

:: Vergonha:

Da família, dos amigos e até de si mesmo(a), pelo fracasso na vida amorosa. Se não perceber que este caminho é ruim e deve ser evitado, você pode acabar até com vergonha do(a) parceiro(A), como se a culpa da separação fosse sua, como se tivesse feito tudo errado. Cada pessoa passa pelas experiências que necessita para aprender e crescer.

Combata: lembre-se de que você não deve satisfações a ninguém. Pense, principalmente, no fato de que todos os seres humanos são complicados, muitos, inclusive, bem mais do que você. No relacionamento cada um dos parceiros tem 50 % de responsabilidade pelo resultado da relação. Portanto, cabeça erguida e nada de remoer o que passou.

 

Adaptação de um Texto de Fernanda Dannemann

(Adri Alves)

 

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