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Despertando
a Intuição
Autoconhecimento e Saúde
Se não reconhecemos nem expressamos nossas
emoções, se não as movimentamos
para fora e não nos movimentamos para diante,
então
as emoções farão o movimento
por nós. O modo como percebemos o mundo e tudo
que está nele afeta o modo como o mundo nos
influencia.
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Definição:
"um processo de alcance de conclusões
precisas baseando-se em informação inadequada"
ou ainda "a base e fonte da intuição
é o conhecimento previamente adquirido, uma
perícia baseada na memória e na experiência
prévia".
. Jung - acreditava
que podemos ter percepções intuitivas
por meio da "exploração do inconsciente
coletivo".
.
Jonas
Salk -
sustentava que a criatividade depende da interação
entre intuição e pensamento racional.
De
qualquer forma, todos deveríamos ser receptivos
ao papel da intuição em nossas vidas.
Como escreveu um cientista: "A intuição
é uma capacidade universal que se reflete não
só nas criações de grandes cientistas,
mas também nos palpites quotidianos dos indivíduos".
Ao
mais humilde de nós ela pode revelar coisas
surpreendentes.
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Ignorar
sua intuição:
ignorar o que ela está tentando lhe dizer por
meio de seu corpo é como ignorar um barulho
chocalhante que seu carro faz a baixa velocidade.
Você pode acelerar, subir o vidro e pensar que
o barulho desapareceu, mas ele ainda está ali.
Um dia desses, o motor cai...
Pensamos
no cérebro como a sede do intelecto e da inteligência.
Mas o intelecto e a inteligência representam
apenas metade do potencial cerebral. Com muita frequëncia,
esquecemos a intuição, a outra capacidade
que o cérebro coloca a nosso dispor.
Esquerdo
- racional, lógico
Direito - emocional, intuitivo
O
personagem do Espantalho, em o Mágico de Oz,
com sua idéia do que constitui um cérebro,
tipifica o que pensa a maioria de nós. Se tivesse
um cérebro, poderia calcular de cabeça
as equações de Einstein e declamar disparado,
palavra por palavra e sem erro, os sonetos de Shakespeare.
O que ele estava realmente expressando nesses desejos
era a vontade de ter um 'cérebro esquerdo'
, a parte do cérebro que mais tem importância
para o intelecto e para o pensamento racional.
Porque genuinamente, era óbvio que ele já
possuia algum tipo de poder cerebral, como bem sabia
o mágico, embora o próprio Espantalho
não o reconhecesse. Se ele conseguiu ajudar
Dorothy em suas andanças pela Terra de Oz,
foi porque tinha acesso à intuição,
capacidade com a qual o 'cérebro direito' está
mais sintonizado.
Apresentar
dominância do hemisfério esquerdo _ lógico,
analítico, organizado _ não significa
que você não seja nem possa ser intuitivo.
Todos nós somos intuitivos.
Mesmo aquele engenheiro que maneja a calculadora e
parece ter no corpo nem um pingo de imaginação
ou intuição poderia surpreender-nos
com suas capacidades intuitivas. Por exemplo, alguém
consegue ser mais certinho e organizado do que um
executivo da área empresarial? No entanto,
pesquisas mostram que os melhores executivos dessa
área usam mais processos de raciocínio
do hemisfério direito que do esquerdo. Sabe
todos aqueles modelos complexos de tomada de decisão
e de gerenciamento que são constantemente criados
e ensinados nas escolas de Administração?
Acontece que os melhores administradores os
ignoram! Na
avaliação de pessoas e situações,
eles preferem ler as expressões faciais,
a entonação, a voz e os gestos, e daí
chegar a decisões. Estão usando
o hemisfério direito, não o esquerdo.
Utilizar
demais um dos hemisférios também pode
ter consequências funestas.
Alguns estudos sugerem que a loucura ou a esquizofrenia
podem ser o resultado de um hemisfério esquerdo
hiperativado.
Isto é na verdade, notavelmente contrário
à intuição, pois demonstra que
usar demais o hemisfério esquerdo pode levar
à instabilidade emocional. Embora seja o hemisfério
direito a sede da emoção! Evidentemente,
afastar-nos da emoção, segregá-la
de nossas vidas, pode levar à loucura,
além de ser contraproducente!!!
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Lembranças:
são
a experiência de uma emoção, codificada
e padronizada em nossos cérebros e corpos.
Alterar alguma coisa em nossos corpos pode concretamente
melhorar nossas emoções. E inversamente,
se nossas emoções se curarem, um corpo
mais saudável pode resultar disso.
Precisamos aprender a ligar emoções
e estados corporais, num processo para a vida inteira.
O
buraco negro do trauma
Um
famoso estudo consistia em criar ratos em caixas onde
desde o nascimento eles recebiam regularmente choques
elétricos. Parece tenebroso, mas para os ratos
era como se fosse o lar, doce lar. Não é
muito diferente da vida de tantas pessoas que crescem
num ambiente traumático. Os ratos foram criados
levando choques, e atingindo a maioridade, digamos
assim, foram autorizados a deixar suas caixas e receberam
a oportunidade de mudar-se para outras caixas, onde
não receberiam choques elétricos. Bem,
todos eles, sem excessão, preferiram voltar
para suas caixas de origem e para a lembrança
da vida entre choques elétricos.
Os
ratos sentiam-se mais felizes em reviverem o estresse
conhecido do que em experimentarem uma potencial,
mas desconhecida saúde futura. Eles tinham aprendido
que o único modelo de vida era a impotência.
Ela era a canção que ouviram a vida toda, a
música segundo a qual dançavam. Em suas
caixas sujeitas a choques elétricos, eles estavam
no controle. Pensavam: "Ora, isso eu consigo
controlar. Passei a vida inteira levando choque."
Da mesma forma, muitos de nós passa a
vida sobrecarregados no local de trabalho, ou infelizes
numa relação frustrante. Nós
conseguimos lidar com isso, porque é familiar.
Entretanto, a perspectiva de mudarmos de emprego,
ou de vivermos independentes, ou de abandonarmos o
canalha e provavelmente ficarmos sozinhos é
francamente aterrorizante. É mais fácil
ficar onde já estamos.
Infelizmente
para os ratos, entretanto, o desvalimento acabou por
lhes afetar a imunidade. Acostumaram-se à idéia
de que o mundo não era seguro, e de que continuamente
seriam vítimas do choque. Embora emocionalmente
tenham aprendido a tolerar o tratamento, fisicamente
seus corpos não eram capazes de tanto. A intuição
do corpo e a memória do corpo sempre acabam
por vencer. Depois de algum tempo, nossa mente oblitera
o número de choques que sentimos. Mas o
corpo continua contando. A cada choque, nossos
glóbulos brancos e nossa imunidade caem a níveis
mais baixos. Passado um tempo, o sistema imunológico
dos ratos entrou em colapso, permitindo a entrada
de toda espécie de doenças. Ele (o sistema imunológico) tinha
se convertido na encarnação física
da certeza dos ratos de sua constante vulnerabilidade
ao mundo exterior.
À
semelhança dos ratos, a maioria de nós
se inclina a reviver repetidamente os traumas do passado.
Mergulhamos no buraco negro do trauma.
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Hormônios
do estresse: As
lembranças passadas aumentam a excitação
fisiológica _ ou seja, elas nos preparam física
e emocionalmente para choques adicionais.
É como se estivéssemos nos preparando,
na expectativa de que o outro sapato vá cair,
só que não há mais sapatos para
cair. Por ocasião do trauma, no passado, nós
secretamos os hormônios do estresse.
Em conseqüência, ficamos cada vez mais
receptivos e preparados. E adivinha o que acontece?
Nós realmente começamos a atrair cada
vez mais ataques! Quando evocamos aquela lembrança
traumática, o cérebro e o corpo liberam
ininterruptamente esses hormônios. Em conseqüência
disso, quando somos colocados num ambiente evocativo
de uma lembrança traumática do passado,
nós o interpretamos como sendo estressante
e traumático, "exatamente como no passado".
Nossos corpos o vivenciam como se o trauma real estivesse
ocorrendo, embora estejamos apenas revivendo um padrão
codificado no cérebro. Como resultado, recriaremos
traumas no presente e no futuro.
Saúde
e doença são formas pelas quais o corpo
fala conosco, dizendo-nos o que está certo
e o que está errado em nossas vidas, o que
é bom e deve ser preservado e reforçado,
e o que é ruim e precisa ser reavaliado e ajustado.
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Seu
corpo fala por você: O
que acontece quando você está cronicamente
deprimido? Seu corpo começa a expressar a emoção
que a depressão estava inicialmente tentando
sinalizar. Talvez você não
consiga falar sobre isso, mas:seu corpo fala por você!
Seu sono fica perturbado, você perde o apetite
e não consegue comer. Você começa
a liberar excesso de cortisol, um dos hormônios
do estresse, e isso deprime seu sistema imunológico.
Seu corpo se torna indefeso, e dessa forma talvez
você tenha uma pneumonia, ou mesmo câncer.
Muitos
estudos mostraram que o pesar e a depressão
não resolvidos estão relacionados a
tipos específicos de câncer. Qual dos
órgãos o câncer afetará
depende da situação que estejamos passando
_ família, emprego, relacionamento. Depende
também da vulnerabilidade de sua própria
natureza inata, e de seus sentimentos, experiências
e lembranças do passado.
Porém, algo que vale pra todos é que
se você processar e liberar plenamente
aquilo que lhe entristece, poderá, de
forma significativa, alterar a função de seu
corpo.
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Alguns exemplos:
Uma
doença nos intestinos, que eliminam
os detritos do corpo, relaciona-se com questões
de livrar-se do que é velho, e do que
já não é mais necessário.
Problemas
no intestino delgado, que se relaciona com
os nutrientes que entram no sistema digestivo, estão
associados à questão das escolhas
de nossa vida.
A
hostilidade tem sido relacionada com um aumento
do risco do enfarte.
O acima descrito refere-se a um estudo sério sobre as relações entre a maneira como nos sentimos, e a maneira como nossos corpos respondem.
Vários estudos tenho feito à respeito ultimamente. Após observação da veemência dos fatos.
Estou disposta a dividir estes conhecimentos! E a obter outros! |
Por
Adri Alves
- Pesquisas pessoais
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