Humildade e Amor são o Remédio para Lidar com a Perda de Um Ente Querido

A perda através da morte é uma experiência extremamente difícil, mas como tem uma ligação direta com o conceito de destino, de algo que sabemos ser um desígnio que está acima de nós, buscamos, apesar do sofrimento, o caminho da aceitação.

A perda através do abandono ou da rejeição mexe com algo essencial, que é nossa auto-estima.

De algum modo, sempre buscamos encontrar uma justificativa em nós, como se não tivéssemos sido suficientemente bons, não tivéssemos suficientes qualidades para manter alguém ao nosso lado.

Mudar esta crença exige de nós a consciência de que os processos internos que o outro vivencia fogem ao nosso controle. Liberdade e manutenção da individualidade são duas qualidades fundamentais para que um relacionamento dê certo. Se não houver um compromisso verdadeiro de ambas as partes para que isto aconteça, torna-se difícil estabelecer algo duradouro.

Quando amamos alguém e perdemos essa pessoa, a dor cria em nós uma espécie de couraça defensiva, que muitas vezes dificulta a abertura para uma nova experiência, por mais que a desejemos.

:: A saída

A saída é meditarmos permanentemente sobre o poder curativo do amor, ou seja, aquele velho ditado de que a dor de um amor se supera com um novo amor, é sim, muito verdadeiro.

Mas para isso, é necessário que estejamos plenamente abertos para receber esse amor que a existência nos reserva. Se não nos permitirmos aceitar e valorizar cada manifestação amorosa que o mundo nos ofereça, estaremos perdendo a chance de um renascimento e do reencontro com a felicidade.

A vida é mágica e os seres humanos, em sua multiplicidade, constituem uma de suas maiores riquezas.

Quando estamos abertos e disponíveis para deixar que o novo, o inesperado, aconteça em nossa vida, o Universo sempre nos responde de forma inequívoca.

Dar e receber são dois lados de uma mesma moeda. Quanto mais amor, empatia, afeição e generosidade doarmos ao mundo, mais receberemos em troca, amor e felicidade.

:: ABRA O SEU CORAÇÃO

“Querido mestre Osho,
Na maior parte da minha vida, eu me mantive à distância, separado e isolado, e, assim, eu tenho estado protegido das pessoas e situações.
O meu medo mais íntimo sempre foi o de abrir meu coração totalmente. O vasto amor que eu sinto poderia derramar-se como água de um poço transbordando e seria perdido, desviado ou rejeitado.
Minha essência é como uma flor delicada e se ela florescesse num terreno errado ela poderia com facilidade ser maldosamente machucada ou destruída. Este é o meu medo. Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?” Tom Cassidy.
… As pessoas se sentem muitas vezes rejeitadas porque antes mesmo delas darem algo, já existe a expectativa. Se sua expectativa não for satisfeita, elas se sentem rejeitadas. É a expectativa que está criando problema, não o amor.
Dê o amor sem qualquer corda amarrando-o. Dê o amor pelo puro prazer de dar. Alegre-se dando-o.
O pássaro cuco, ao cantar distante, não se preocupa se alguém está gostando ou não. A estrela distante – você pensa que ela está preocupada se um poeta está escrevendo um belo poema sobre ela ou se um Vicent van Gogh está pintando-a, ou se um fotógrafo ou um astrônomo estão preocupados com ela? A estrela não está interessada nisso. A sua alegria está em continuar brilhando.
Simplesmente abra o seu coração… E abra-o totalmente, sem quaisquer expectativas e condições. É certo que ele alcançará o coração certo; isto sempre acontece.
… E você está me perguntando: Seria este o tempo e o lugar para abrir o meu coração totalmente?
Todo tempo e todo lugar é o lugar certo!
… Você esperou tempo demais, não espere mais. Este é o tempo. Nunca confie no momento seguinte; o amanhã nunca vem. É agora ou nunca”!
OSHO – Zen: Zest, Zip, Zap and Zing – Capítulo 12, pergunta nº 1

 

Texto de Elisabeth Cavalcante

 

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