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Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. É filho do Cel. João Amado de Faria e de D. Eulália Leal Amado. Com um ano de idade foi para Ilhéus, onde passou a infância e cursou as primeiras letras.

Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador, onde viveu livre e misturado com o povo da Bahia os anos da adolescência, adquirindo então um conhecimento da vida popular que iria marcar fundamentalmente sua obra de romancista.

Fez os estudos universitários no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional de Direito, pela qual é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (1935), não tendo, no entanto, exercido a advocacia.

Aos 14 anos, na Bahia, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo que, juntamente com os de “Arco e Flecha” e de “Samba”, desempenhou importante papel na renovação das letras baianas.

Em 1945, foi eleito deputado pelo Estado de São Paulo, tendo participado da Assembléia Constituinte (1946), sendo responsável por várias leis que beneficiavam a cultura, entre elas a lei que assegura a liberdade de culto religioso.

Viveu exilado na Argentina e Uruguai (1941-42), em Paris (1948-50) e em Praga (1951-52).

Foi eleito em 6 de abril de 1961 para a cadeira número 23, da Academia Brasileira de Letras. É membro da Academia de Letras da Bahia, membro correspondente da Academia de Ciências e Letras da República Democrática Alemã, membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, membro correspondente da Academia Paulista de Letras, e Obá do Axé do Opô Afonjá na Bahia.

Casado desde 1945 com a escritora Zélia Gattai, com quem teve dois filhos, João Jorge Amado, nascido no Rio de Janeiro em 1947, e Paloma Amado Costa, nascida em Praga, Tchecoslováquia, em 1951.

Falecido em Salvador, Bahia, em 6 de agosto de 2001.

 

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