Como Identificar Seitas Perigosas


Como podemos saber se uma organização religiosa, política ou de outro tipo é uma seita perigosa? As seitas usam as seguintes táticas:

1. Recrutamento
· Engano: A identidade e os verdadeiros objetivos do grupo não são revelados antecipadamente. Os líderes dizem aos membros para esconderem informação acerca do grupo, para que pessoas ‘de fora’ não saibam muito acerca deles.

· Chantagem Emocional: As seitas oferecem amizade e aceitação instantânea. Os que recrutam novos adeptos não aceitam uma resposta negativa sem terem antes feito a pessoa sentir-se culpada ou ingrata. Se dissermos sim, a culpa e o sentido da obrigação serão usados cada vez mais para enfraquecer as nossas defesas.

· Exploração de Crises Emocionais: São exploradas situações como um relacionamento quebrado, um falecimento na família, a perda do emprego, uma mudança recente, a solidão e a depressão.

· Invenção de Crise: O mundo à nossa volta e crentes de outras religiões são vistos numa perspectiva negra, ou o fim do mundo é iminente, etc. Dizem-nos que temos de fazer parte do grupo para sermos salvos ou curados.

· Respostas: O grupo tem respostas simplistas para todas as nossas perguntas acerca da vida. As respostas deles são as únicas.

2. Programação
· Estudo Intenso: A ênfase é posta nos escritos e doutrinas do grupo. A Bíblia, se usada, é citada de forma seletiva e fora do contexto.

· Avisos: Os novos membros são avisados de que Satanás fará os familiares e amigos deles falar mal do grupo. Dentro de pouco tempo, os recrutas só confiam em outros membros do grupo.

· Culpa e Medo: Os grupos enfatizam a natureza pecaminosa do indivíduo e a necessidade de purificar a velha personalidade.

· Controlo da Rotina, Fadiga: O estudo e o trabalho para o grupo são obrigatórios, roubando quase todo o tempo do novo membro, tornando-o demasiado ocupado para refletir ou para ouvir a opinião de outros. A família, os amigos, o emprego e os passatempos são postos de lado, isolando-o ainda mais.

· Ataque ao Pensamento Independente: O pensamento crítico é desencorajado e interpretado como orgulho e pecado. É encorajada a aceitação cega.

· Comissão Divina: O(s) líder(es) alegam ter recebido novas revelações de Deus e afirmam ser os únicos porta-vozes de Deus para a humanidade neste tempo.

· Mentalidade a Preto-e-Branco: Todas as questões têm respostas simples e requer-se do novo adepto uma obediência inquestionável às ordens do grupo. Uma mentalidade do tipo “nós contra eles” fortalece a identidade do grupo. Todas as pessoas que não pertencem ao grupo são encaradas como fracos ou enganados.

3. Retenção
· Questionamento de Motivos: Quando é apresentada evidência sólida contra o grupo, os membros são ensinados a questionar os motivos da pessoa que apresenta a evidência. Aquilo que pode ser verificado é ignorado e aceita-se aquilo que não pode ser verificado.

· Controle da Informação: O grupo controla aquilo que o membro pode ver ou ouvir. É proibido o contato com ex-membros e com qualquer pessoa que critique o grupo.

· Isolamento e Alienação: O grupo substitui a família e é-lhe dito que não precisa de mais ninguém (nem mesmo a família) além do grupo. Talvez o novo adepto receba instruções para desistir da escola, abandonar o lar, o desporto, etc.

· Coerção: A desobediência, incluindo até mesmo desacordos insignificantes com a doutrina do grupo, terá como resultado o ostracismo e a expulsão.

· Fobias: O medo do mundo e das outras pessoas é aumentado, tal como o medo do diabo e o medo do mal. Ensina-se aos membros que lhes acontecerá algo muito mau se eles deixarem o grupo. Não existe nenhuma maneira honrosa de sair do grupo.

· Empenho: Ser membro e trabalhar para o grupo é essencial para a salvação. Por muito que o adepto se esforce, nunca é suficiente.

4. Resultados
· Dependência: O adepto fica com uma dependência infantil do grupo.

· Desordens Pessoais: Depressão, desorientação, ansiedade, stress, comportamento neurótico ou psicótico e até mesmo tendências suicidas.

· Capacidade Diminuída: O adepto perde a capacidade de pensar de forma clara e crítica. Contradições lógicas nas doutrinas têm pouco ou nenhum efeito sobre ele.
· Relacionamentos Cortados: A família e os amigos são postos de lado.

· Exploração: O adepto é explorado financeira, psíquica e/ou mentalmente. Pode ser manipulado para dar tudo o que possui ao grupo, abandonar a escola ou emprego para poder passar muitas horas a vender literatura ou outros itens, fornecer mão-de-obra barata para o grupo, etc.

 

 

Notas de classificação das seitas

1. Seitas cristãs ou pseudo-cristãs (Testemunhas de Jeová, Mórmons, Luz do Mundo, Amizade Cristã, Igreja do Bom Pastor, etc…). Algumas destas comunidades assumem muitas características de uma seita na prática e costumam aderir radicalmente a seu pastor.

a) Adotam uma interpretação particular da Bíblia como única norma de vida. Seu texto se converte em arma de ataque e de defesa frente a estranhos. Costumam Memorizar “versículos-chave” para tanto. Não se preocupam muito com o contexto das citações e nem com a verdade histórica de suas afirmações.

b) Costumam desenvolver uma mentalidade de natureza fundamentalista. Seu fervor religioso nasce como reação a um mundo complexo e hostil que ameaça certos princípios qualificados como “intocáveis”. Excluem o uso da razão de sua compreensão bíblica e caem facilmente na irracionalidade total. Sua argumentação freqüentemente espelha medo e incerteza, já que desconhecem o diálogo e seu apego ao ditado pela seita raia o absurdo.

c) Proporcionam um ambiente de “poucos fiéis do povo escolhido”. Segundo tal, o mundo os persegue porque somente eles têm permanecido fiéis ao que Deus quer. Isto provoca uma profunda suspeita frente ao mundo externo à seita, estabelecem relações entre membros e não-membros e criam a idéia de que a salvação dos homens será possível apenas dentro dos estreitos limites da seita.

d) O líder ou fundador da seita é normalmente elevado ao nível de “profeta”, de “ungido de Deus” ou de visionário. Facilmente exerce um poder absoluto sobre as consciências dos membros que vêem nele um laço direto com Deus. O ‘Irmão Samuel’, Apóstolo da Luz do Mundo, e Gordon Hinkley, Profeta dos Mórmons são exemplos típicos.

f) A seita faz o possível para ocupar todo o tempo livre dos seus membros. Abarrota-lhes de reuniões, serviços, estudos e outras atividades que fazem com que a vida diária do adepto gire em torno da seita. Costumam proibir categoricamente qualquer contato com literatura ou programas não gerados pela mesma seita.

g) Sem exceção, as seitas cristãs e pseudo-cristãs ditam um código moral estreito que afetam todos os aspectos da vida de seus membros. A forma de vestir, a escolha dos esposos, a abstinência do fumo, da dança, da música… Tudo isso serve para separar do mundo os membros, dar-lhes uma identidade externa inconfundível, criar neles uma mentalidade de superioridade moral e reforçar em suas mentes a legitimidade da seita, já que lhes tira muito de seus maus hábitos anteriores. As Testemunhas de Jeová e Luz do Mundo são exemplos exagerados disso.

h) Muitas seitas criam uma forte expectativa em seus membros quanto ao fim do mundo e a segunda vinda de Cristo. Esta postura de milenarismo ou adventismo resulta em um fanatismo dificilmente compreensível para aqueles que não compartilham da visão do fim iminente.

i) Os grupos de espiritualidade pentecostal (a Luz do Mundo, os Nazarenos, etc…) dão muita importância aos sinais exteriores do “poder do Espírito” como o fala r em línguas, o transe místico, as visões, as choradeiras, etc… A seita exerce uma sugestão poderosa sobre os seus para que se produzam estas manifestações de forma contínua nas reuniões dos adeptos.

j) A seita obriga seus membros a uma ação direta de proselitismo de porta em porta, nas estações de metrô, pelas ruas, etc… como forma de ganhar novos adeptos e de fortalecer a convicção dos membros. Freqüentemente controlam os resultados do proselitismo de forma pública dentro da comunidade, o que serve de pressão aos membros menos inclinados a estar molestando estranhos com suas crenças particulares.

 

2. Seitas de espiritualidade oriental (os Hare Krishna, a Meditação Transcendental, o Brahma Kumaris, a Missão da Luz Divina, os seguidores de Osho, os practicantes de zen, de yoga e de tai-chi, etc…)

a) Estas seitas promovem nos seus uma adesão religiosa à figura do guru ou mensageiro divino que se apresenta como único caminho para a realização.

b) Imprimem um rigoroso ascetismo e receitam longas horas de meditação ou exercícios tipo yoga que proporcionam um estado alterado de consciência no seus. São estes estados, combinados com a fragilidade emocional e psicológica do adepto, que fazem palpável e aceitável a idéia de um estado espiritual superior.

c) A dependência psicológica total dos adeptos à pessoa do guru faz com que entreguem seus bens materiais a seita em um gesto de abandono pouco sã. Hão ocorrido casos escandalosos de abuso sexual e ruína psicológica e emocional em alguns grupos (vg. os seguidores de Osho).

d) Há uma insistência em idéias absurdas como a reencarnação, a projeção astral, a leitura das áureas corporais, etc…que faz o adepto crer que possui dotes espirituais sobrenaturais que na realidade não existem .

e) Algumas das seitas obrigam seus membros a pedir esmolas ou a vender quinquilharias na rua para sustentar a seita. Normalmente são obrigados a romper todo laço de comunicação com seus familiares e com o seu estilo anterior de vida.

 

3. Seitas gnósticas e ocultistas (a Grande Fraternidade Universal, a Sociedade Teosófica, a Nova Acrópolis, etc…)

a) Estes grupos costumam se apresentar através de conferências e publicações sobre temas esotéricos. Seus conferencistas sempre se apresentam com credenciais de cientistas, experts, doutores, etc… quando normalmente são uns charlatões profissionais.

b) Fundamentam-se na idéia de que um grupo seleto de indivíduos possui a chave secreta do conhecimento universal. Estes “privilegiados” se revestem de títulos, de símbolos, de palavras estranhas, e de ritos de iniciação que pressupõem um entendimento superior. No fundo, o absurdo e o irracional de suas pretensões se encobrem em um ambiente deliberadamente misterioso e obscuro para dar a impressão de algo sobrenatural.

c) Misturam-se elementos maçônicos, orientais e ocultistas nestes grupos. Seus adeptos costumam ser soberbos e raros.
4. Seitas utópicas (a Igreja da Cientologia, Danamhur, os Meninos de Deus, a Igreja Universal e Triunfante, Findhorn, Esalen, etc…)

a) O único que estas seitas possuem em comum é a convicção de que encontraram o caminho de uma vida perfeita, seja por meio da liberdade absoluta, do amor perfeito, da superação pessoal, ou que quer que seja. Protegem suas comunidades com bastante zelo e a controlam internamente por uma rede de espiões e de provas de lealdade que pesam fortemente nas consciências dos seus adeptos.

b) São muitos proselitistas e costumam projetar uma imagem muito favorável de seu fundador ou líder. Promovem suas obras escritas como tesouro para a libertação definitiva de humanidade.

c) Grande parte destas seitas se move exclusivamente pelo desejo de lucro pessoal sem que lhes importem muito a veracidade de suas afirmações ou o dano que ocasionam a seus membros.

d) Os adeptos destes grupos costumam ser estranhos, obcecados por uma ou duas idéias chave de suas seitas, extremamente defensivas frente a ataques ou críticas e sumamente ambiciosas. Os membros da Cientologia, por exemplo, andam com um olhar perdido, um sorriso artificial, de plástico, uma visão muito superficial da realidade, reagem violentamente frente a qualquer crítica, e provocam o desequilíbrio mental e emocional.

 

A) Algumas características marcantes das seitas são:

1. Freqüentemente isolacionistas – para facilitar o controle dos membros fisicamente, intelectualmente, financeiramente e emocionalmente.
2. Freqüentemente apocalípticas – dão aos membros um enfoque no futuro e um propósito filosófico para evitar o apocalipse.
3. Fornecem uma nova filosofia e novos ensinos – revelados pelo seu líder.
4. Fazem doutrinação – para evangelismo e reforço das convicções de culto e seus padrões.
5. Privação – quebrando a rotina do sono normal e privação de comida, combinados com a doutrinação repetida (condicionamento), para converter o candidato a membro.

 

B. Muitas seitas contém sistemas de convicção “não-verificáveis”:

1. Por exemplo, algumas ensinam algo que não pode ser verificado.
I. Uma nave espacial que vem atrás de um cometa, para resgatar os membros.
II. Ou, Deus, um extraterrestre ou anjo apareceram ao líder e lhe deram uma revelação
III. Os membros são anjos vindos de outro mundo, etc.

2. Freqüentemente, a filosofia da seita só faz sentido se você adotar o conjunto de valores e definições que ela ensina.
I. Com este tipo de convicção, a verdade fica inverificável, interiorizada, e facilmente manipulada pelos sistemas filosóficos de seu(s) inventor(es).

 

C. O Líder de uma Seita:
1. É freqüentemente carismático e considerado muito especial por razões variadas:
I. O líder recebeu revelação especial de Deus.
II. O líder reivindica ser a encarnação de uma deidade, anjo, ou mensageiro especial.
III. O líder reivindica ser designado por Deus para uma missão
IV. O líder reivindica ter habilidades especiais

2.O líder está quase sempre acima de repreensão e não pode ser negado nem contradito.

 

D. Como se comportam as Seitas?

1. Normalmente buscam fazer boas obras, caso contrário ninguém procuraria entrar para elas.

2. Parecem boas moralmente e possuem um padrão de ensino ético.

3. Muitas vezes, quando usam a Bíblia em seus ensinos, utilizam também “escrituras” ou livros complementares.
I. A Bíblia, quando usada, é sempre distorcida, com interpretações próprias, que vão de encontro à filosofia da seita.

4. Muitas seitas “recrutam” o Senhor Jesus como sendo um deles, redefinindo-o adequadamente.

 

E. Algumas seitas podem variar grandemente…
1. Do estético ao promíscuo.
2. Do conhecimento esotérico aos ensinamentos muito simples.
3. Da riqueza e poder à pobreza e fraqueza.

 

 

Quem é vulnerável a entrar para uma seita?

 

A. Todas as pessoas são vulneráveis.
1. Rico, pobre, educado, não-educado, velho, jovem, religioso, ateu, etc.

B. Perfil geral do membro em potencial de uma seita (alguns ou todos os itens seguintes)
1. Desiludido com estabelecimentos religiosos convencionais.
2. Intelectualmente confuso em relação a assuntos religiosos e filosóficos
3. Às vezes desiludido com toda a sociedade
4. Tem uma necessidade por encorajamento e apoio
5. Emocionalmente carente
6. Necessidade de uma sensação de propósito, um objetivo na vida.
7. Financeiramente necessitado

 

Técnicas de recrutamento

A. As seitas encontram uma necessidade e a preenchem. As táticas mais usadas são:
1. “Bombardeio de Amor – Love Bombing ” – que é a demonstração constante de afeto, através de palavras e ações.
I. Às vezes há muito contato físico como abraços, tapinhas nas costas, toques e apertos de mão.
II. Emprestam apoio emocional a alguém em necessidade.
III. Ajuda de vários modos, onde for preciso.
i. Desta maneira, a pessoa fica em débito então com a seita e procura de algum modo retribuir.
IV. Elogios que fazem a pessoa pensar que é o centro das atenções.
B. Muitas seitas usam a influência da Bíblia ou mencionam Jesus como sendo um deles; dando validade assim ao seu sistema.
2. Escrituras distorcidas
I. Usam versículos tirados da Bíblia fora do contexto
II. Então misturam os versículos mal interpretados com a filosofia aberrante delas.
C. Envolvimento gradual
3. Alterando lentamente o processo de pensamento e o sistema de convicção da pessoa, através da repetição dos seus ensinos (condicionamento).
I. As pessoas normalmente aceitam as doutrinas de uma seita um ponto de cada vez.
II. Convicções novas são reforçadas por outros membros da seita.

 

Por que alguém seguiria uma Seita?

A. A seita satisfaz várias necessidades:
1. Psicológica – Alguém pode ter uma personalidade fraca, facilmente manipulável.
2. Emocional – A pessoa pode ter sofrido um trauma emocional recente ou no passado
3. Intelectual – O membro tem perguntas que este grupo responde.

B. A seita dá a seus membros a aprovação, aceitação, propósito e uma sensação de pertencer a algum grupo.

C. A seita pode ser atraente por algumas razões. Podem ser. . .
4. Rigidez moral e demonstração de pureza
5. Segurança financeira
6. Promessas de exaltação, redenção, “consciência mais elevada” ou um conjunto de outras recompensas.

Como as pessoas são mantidas na seita?

A. Dependência:
1. As pessoas querem freqüentemente ficar porque a seita vai de encontro às suas necessidades psicológicas, intelectuais e espirituais.

B. Isolamento:
2. O contato com pessoas de fora do grupo é reduzido e cada vez mais a vida do membro é construída ao redor da seita.
3. Fica muito mais fácil então controlar e moldar o membro.

C. Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral):
4. Uma vez que a pessoa é doutrinada, os processos de pensamento deles/delas são reconstruídos para serem consistentes com a seita e ser submisso a seus líderes.
5. Isto facilita o controle pelo(s) líder(es) da seita.

D. Substituição:
6. A Seita e os líderes ocupam freqüentemente o lugar de pai, mãe, pastor, professor etc.
7. Freqüentemente o membro assume as características de uma criança dependente, que busca ganhar a aprovação do líder ou do grupo.

E. Obrigação
8. O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, às vezes financeiramente, etc.

F. Culpabilidade
2. É dito para a pessoa que sair da seita é trair o líder, Deus, o grupo, etc.
3. É dito também que deixar o grupo é rejeitar o amor e a ajuda que o grupo deu.

G. Ameaça:
1. Ameaça de destruição por “Deus” por desviar-se da verdade.
2. Às vezes ameaça física é usada, entretanto não freqüentemente.
3. Ameaça de perder o apocalipse, ou ser julgado no dia do julgamento, etc.

Critérios para determinar se um grupo é uma seita perigosa

A proliferação de seitas na América Latina incrementou-se nos últimos anos. Muitas das seitas têm uma origem religiosa gerando confusão e polêmica entre os fiéis para distinguir corretamente se um determinado grupo mantém-se fiel aos ensinamentos do Evangelho e da Igreja ou se pelo contrário distorcem estes ensinamentos e constroem sua própria verdade. Aqui seguem alguns critérios.

· O grupo é autoritário em sua estrutura de poder. O líder tem a autoridade suprema. Ele ou ela pode delegar certos poderes em uns poucos subordinados com o propósito de que os membros se adiram aos desejos e ordens do líder. Não há apelação possível fora de seu sistema a outros sistemas de justiça que estejam acima. Por exemplo, se um professor de escola se sente injustamente tratado pelo diretor do colégio, pode se queixar, mas em uma seita o líder sempre tem a última palavra (e única) em todos os assuntos.

· Os líderes sectários tendem a ser carismáticos, decididos e dominantes. Eles persuadem seus seguidores a abandonar suas famílias, trabalhos e amizades para seguí-los. O grupo, e não o indivíduo, controla as propriedades de seus seguidores, seu dinheiro, e suas vidas.

· Os líderes sectários são messias autoproclamados que presumem ter uma missão especial na vida.

· O líder sectário centra a veneração de seus adeptos sobre si mesmo. Sacerdotes, rabinos, ministros, líderes democráticos e de movimentos realmente altruístas dirigem a veneração de seus seguidores para Deus, princípios abstratos, ou o bem comum. Os líderes sectários, ao contrário, propõem a si mesmos como o objetivo do amor, devoção e adesão de seus seguidores.

· A seita tende a ser totalitária no controle do comportamento de seus membros. As seitas costumam ditar com grande detalhe como devem vestir-se seus membros, o que comer, quando e onde trabalhar, dormir, tomar banho, assim como o que devem crer, pensar e dizer.

· A seita costuma ter uma dupla moral. Por um lado os membros devem ser abertos e honestos com o grupo, e confessar tudo a seus líderes. Por outro, são animados a mentir e manipular aos não-membros. As religiões estabelecidas ensinam seus membros a ser honestos com todo o mundo, e reger-se por uma só moral.

· A seita tem dois objetivos básicos; recrutar novos membros e conseguir dinheiro. As religiões estabelecidas e movimentos altruístas podem também recrutar e conseguir dinheiro, mas seu único objetivo não é seu próprio crescimento mas melhorar as vidas de seus membros e semelhantes. As seitas podem presumir-se de fazer contribuições sociais, mas em realidade ficam apenas na presunção, ou em meros gestos. Seus objetivos sempre estarão encaminhados ao recrutamento e fazer dinheiro.

· A seita aparenta ser inovadora e exclusiva. O líder afirma romper com a tradição, oferecendo algo novo, e instituindo o único sistema viável de mudança que solucionará os problemas da vida ou do mundo. Enquanto afirma isto, veladamente utiliza a coerção psicológica sobre seus membros para inibir sua capacidade de examinar a validade das presunções do líder e sua seita.

Mais critérios

Este critério define outros elementos comuns dos sistemas de coerção psicológica. Baseado no modelo de Robert Jay Lifton, consta de oito pontos de reforma do pensamento tal como se usa em uma organização sectária. São os seguintes:

1. CONTROLE DO MEIO
Limitação de todas ou algumas das formas de comunicação com aqueles ao grupo. Livros, revistas, cartas e visitas aos amigos são tabus. “Vem e isole-se”.

2. MANIPULAÇÂO MÍSTICA
Converso potencial ao grupo chega a ser convencido além da dúvida do elevado propósito, do destino especial do grupo, através de um profundo encontro/experiência. Por exemplo, através de um suposto milagre ou palavra profética daqueles no grupo.

3. DEMANDA DE PUREZA
Um objetivo explícito do grupo é produzir certa forma de mudança, seja de forma global ou pessoal. “A perfeição só será possível se permanecer no grupo e entregar-se a ele”

4. CULTO DE CONFISSÃO
A pouco saudável pratica de expor-se aos membros do grupo, freqüentemente no contexto de uma reunião pública, admitindo pecados passados e imperfeições, inclusive dúvidas sobre o grupo e pensamentos críticos sobre a integridade dos líderes.

5. CIÊNCIA SAGRADA
A perspectiva do grupo é a verdade absoluta e completamente capaz de explicar TUDO. A doutrina não está sujeita a melhoras ou críticas. A conformidade ABSOLUTA com a doutrina é necessária.

6. CARGA DA LINGUAGEM
Um novo vocabulário emerge no contexto do grupo. Os adeptos ‘pensam’ em parâmetros estreitos e muito abstratos, próprios da doutrina do grupo. A terminologia previne suficientemente o pensamento crítico reforçando uma mentalidade em ‘branco e preto’. Os clichês e respostas preparadas introduzem preconceitos mentais.

7. DOUTRINA SOBRE A PESSOA
A experiência prévia ao grupo e dentro do grupo é interpretada de forma rígida e decisiva por meio da doutrina absoluta, inclusive quando a experiência contradiz a doutrina.

8. DISPENSA DA EXISTÊNCIA
A salvação só é possível dentro do grupo. Aqueles que o abandonem estão condenados.

 

Possíveis Razões de Origem das Seitas e os Novos Movimentos Religiosos

À hora de falar sobre as origens das seitas e dos novos movimentos religiosos, encontramos uma ampla gama de hipóteses que vão desde as mais complexas até as mais simplistas, que reduzem toda a problemática a uma simples questão econômica. Veremos a seguir, algumas dessas hipóteses:

· Busca da Verdade, do Transcendente e de Deus
Escuta-se dizer, às vezes com certa freqüência no que diz respeito à origem destes movimentos, que os mesmos surgem em razão de uma busca honesta da verdade, do transcendente, ou de Deus.
Se bem este argumento não pode ser de todo refutado, tampouco pode ser tomado com muita seriedade, porque quem busca honestamente a verdade, o transcendente ou a Deus, tende a inserir-se em alguma religião clássica ou tradicional. Quer dizer, torna-se católico, judeu, ortodoxo, ou de alguma comunidade protestante histórica, comunidades todas estas que, em maior ou menor medida, possuem um aprofundamento do religioso, apoiado no filosófico. E isto é o que precisamente falta a estes novos movimentos, onde o discurso religioso em geral é gratuito e obedece aos circunstanciais caprichos do fundador ou líder.

· O desengano e a briga
A razão mais freqüente para o surgimento destes grupos é o desengano e a briga. Quer dizer, o integrante de uma religião, movimento ou seita, briga com os dirigentes de seu grupo, se separa com dois ou três fiéis, e cria um novo culto.
Esta separação contestadora , provoca, geralmente, que o novo movimento tenda a isolar-se tentando uma autonomia total e mantendo-se em relações dialéticas. As relações dialéticas assumidas apresentam ao grupo como os custódios da pureza doutrinal, manifestando uma forte rejeição à tudo o que é exterior, como ser a sociedade, as instituições e, especialmente, para aquela estrutura da qual se desprenderam, que por sua vez costumam observar de maneira mais ou menos freqüente, componentes de tipo paranóico em sua estrutura.
Assim mesmo, estas separações por desengano e briga, geralmente vêem acompanhadas de revelações, visões e mensagens especiais.
Freqüentemente veremos na origem destes grupos, em que aparece ao fundador do mesmo Jesus Cristo, um anjo ou, como agora se registra com mais freqüência, um Ovini, que lhe transmite uma mensagem e uma missão particular.
Isto supõe, em mais de um caso e especialmente vendo o conteúdo destas supostas mensagens e missões, a possibilidade de certas alterações psicológicas, especialmente uma variedade de demência conhecida com o nome de “psicose Esquizoparanóica”, que se caracteriza precisamente por estar constituída de delírio de tipo religioso, místico, de influência e megalomania, quer dizer um delírio desmedido de poder.

Se bem existem tantas visões e mensagens como movimentos, encontramos de todas as maneiras uma insistência em diversos temas, tais como a teoria do fracasso de Cristo, a traição à mensagem original, a caducidade de todas as religiões clássicas ou tradicionais.

· Teoria do fracasso de Cristo
Este tipo de visões remetem a que Cristo veio com uma missão ao mundo mas, ao não ser reconhecido como o Messias por seu próprio povo judeu e ser crucificado, fracassou. Então, o sujeito desta nova missão e mensagem, é chamado a concluir a missão redentora de Cristo.
Tal argumento é o esgrimido pela Igreja da Unificação (Moon), que tomando uma passagem bíblica onde diz “um anjo surgirá do oriente”, sustentam que o fundador e atual líder do movimento, Sun Myung Moon, é o último e verdadeiro Messias que vem cumprir a tarefa de restauração não alcançada por Jesus Cristo.
Também, ainda que com algumas variantes, este argumento é utilizado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou Mormons, que sustentam que ao ter Cristo fracassado na Palestina, aparece na América e estabelece em uma tribo sua verdadeira Igreja.

· Traição da mensagem original
Estas visões referem-se a que tal ou qual religião, traiu a mensagem originalmente dada por Deus. O que ocupa o primeiro lugar neste tipo de acusações é a Igreja Católica, sendo este incluído o cargo que fizeram em seu momento Lutero e Calvino por ocasião do cisma do ocidente.
Posteriormente, os sucessores de Lutero e Calvino, fizeram o mesmo cargo a eles, e os seus sucessores e os seus sucessores, desmembrando-se cada vez mais em mais grupos. Talvez este seja o argumento mais esgrimido à hora das separações.

· Caducidade das religiões clássicas ou tradicionais
As presentes visões remetem a que todas as religiões clássicas ou tradicionais traíram a mensagem original ou feneceram ficando tão somente alguns elementos ainda válidos das diferentes religiões e juntá-los todos, surgindo assim os movimentos sincretistas, quer dizer, aqueles que pegam elementos de diversas origens e os amontoam, sem conseguir uma verdadeira síntese ou fusão, mas somente misturando-os.
Este tipo de argumento foi o utilizado por um movimento originado na Argentina que começou desenvolvendo atividades sob a denominação “Igreja Evangélica Cristã Judaica Ecumênica”, e também pode ser observado na grande maioria dos movimentos de caráter gnóstico, esotérico e ocultista.

 

· Origens com finalidade política

Também escuta-se com certa freqüência, sobre a origens das seitas, alegar-lhes uma finalidade exclusivamente política ou econômica. Ouve-se falar, por exemplo, de seitas da CIA ou de uma suposta penetração imperialista yankee na América Latina, no que se refere à política; e de Bancos de Deus, Transnacionais da Fé ou Multinacionais Religiosas, no que se refere ao econômico.

Frente a estes dois aspectos, é recomendável a prudência, a fim de não cair em atitudes reducionistas ou simplistas, impossíveis de sustentar em um tema tão complexo como o presente.

No que diz respeito à questão política, se bem que existiu um Documento Rockefeller e documentos Santa Fé I e Santa Fé II, que fazem referência ao tema das seitas e Igreja Católica, para uma apreciação objetiva não se pode deixar de levar em conta dois aspectos importantes e que geralmente são descuidados.

O primeiro deles refere-se à noção particular de que os Estados Unidos, de maioria protestante, tem sobre a Igreja Católica. O protestantismo vê centrado suas origens nas igrejas nacionais, com importante adesão política e suspeita, que o mesmo poderia estar em todas as crenças. A esse respeito são proverbiais os escritos e manifestações do outrora arcebispo de Nova York, Fulton J. Sheen, sobre o tema.

O segundo, e não menos importante que o anterior, refere-se a que tais documentos não falam da Igreja Católica em geral, mas de certos setores da mesma. Concretamente aos mais radicalizados dentro da “Teologia da Libertação”, e são precisamente estes setores dos quais mais têm esgrimido o argumento de uma “suposta penetração imperialista na América Latina”. Sua objetividade a respeito é discutível, em razão de que está corrente encontra-se também presa a uma ideologia.

Sobre o mencionado precedentemente é de ressaltar um curioso paradoxo. A mesma consiste em que alguns dos outrora maiores ideólogos da Teologia da Libertação, como por exemplo o ex-franciscano brasileiro Leonardo Boff, deixaram o sacerdócio e o celibato, e inseriram-se dentro da New Age ou Nova Era, a maior tendência originária dos Estados Unidos. De todas as maneiras, ainda que não se possa reduzir o fenômeno a uma questão política, isto não quer dizer que tal aspecto não exista, registrando-se em não poucas oportunidades certas conivências temporais, entre alguns movimentos e governos, não só norte-americanos.

 

· Origens com finalidade econômica

Por sua parte, no que faz à questão econômica, um elemento que facilitou simplificar o tema, é a teologia da prosperidade ou a teologia da abundância, à qual tantos “televangelistas” são afetados, pregando constantemente sobre o “progresso material”, amém do espiritual, que encontrarão todos aqueles que “entreguem o coração a Cristo”.
A esse respeito é importante não deixar de levar em conta que muitos destes grupos trazem consigo, elementos calvinistas, e entre eles, o tema da predestinação. Quer dizer, a crença de que desde o início de nossas vidas estaríamos predestinados a ser salvos ou condenados.
Esta predestinação calvinista gerou uma espécie de equação que poderia ser enunciada da seguinte maneira: “a boa relação com Deus, implica um triunfo econômico e, mais precisamente, o progresso material”. Isto que definíamos como a teologia da prosperidade, pode ser observado no caráter dos testemunhos que diariamente os pentecostais expressam nas praças, esquinas, programas de rádio e televisivos.

O êxito econômico e a ostentação em alguns casos, de certos pastores, são utilizados muitas vezes como um meio de proselitismo. Aos olhos destes, as igrejas erram o caminho associando espiritualidade e pobreza, já que aos que têm fé, Deus quer presenteá-los com riqueza, saúde e êxito.
É por isso que com palavras mais, palavras menos, alguns destes pastores nos dizem: “Vejam como estou bem, é porque entreguei o coração a Cristo. Entregue-o você também, e gozará do mesmo êxito”.

Já inclusive E. Durheim, falecido depois da primeira década do século XX e que foi o primeiro a utilizar as estatísticas em sociologia, efetuou interessantes trabalhos a respeito das conseqüências sociais e econômicas que provocaram as raízes calvinistas em países de maioria protestante.

Lamentavelmente pelas características do presente trabalho não podemos abordar a tais pontos em profundidade, mas podemos dizer que se bem existe o fator político e o fator econômico, estes não são nem os únicos e nem os importantes, mas que se inter-relacionam com muitos outros.

Se tivéssemos que buscar algum objetivo último, deveria ser visto grupo por grupo. Em termos gerais, poderíamos pensar em uma ânsia desmedida de poder. Agora sim, o poder efetivo muito mais exitosamente por meio de contatos políticos e recursos econômicos, mas estes encontram-se subordinados a este delírio megalomaníaco. Em seu defeito, não se poderiam entender casos como da seita “Templo do Povo” liderada por Jim Jones, quem, apesar de ter um grande poder político e econômico, culminou com um suicídio coletivo em Guayana, em 1978.

 

Seitas e movimentos religiosos antigos e contemporâneos

A seguir irei expôr, de uma forma mais concisa possível, quais são as crenças e práticas que possuem os grupos mais populares dentro das diversas correntes com características sectárias em comparação a religiões, seitas, antigas heresias, teísmos multi-religiosos ou doutrinas.

Ao estudar o conteúdo deste trabalho, vamos comprovar que grande parte das doutrinas dos grupos atuais já foram utilizadas por outros no passado recente ou distante. Muitos grupos provêm diretamente de outros parecidos ou com caraterísticas similares; outros tem algo ou nada de relação com grupos anteriores e com os que compartem suas doutrinas.

De todas as formas, esta “carência de originalidade” dos grupos atuais de conduta sectária, é um típico desvio sincrético e extravagante dos pensamento lógico humano; muitas vezes fortuita e outras propositais.

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CORRENTE CRISTÃ


Sociedade da Torre de Vigia (STV) – Testemunhas de Jeová (1872)
- Não crêem na Trindade;
- Dizem que Jesus (a quem chamam de primogênito ou Anjo), é uma subdivindade que antes foi Adão e o Arcanjo Gabriel e o justificam adaptando sua Bíblia: “e a Palavra era um deus” (Jo.1.1);

- Não aceitam clero e são objetores de consciência (não admitem o serviço militar e outras semelhanças);
- Não reconhecem a Bíblia como Palavra de Deus e fonte de revelação;
- Negam a ressurreição corporal de Cristo e admitem que Sua segunda vinda veio em 1874;
- Crêem na morte da alma;
- Admitem o pecado original de maneira confusa, devido a negação da Trindade;
- Consideram que só entrarão no reino dos céus 144.000, o resto viverá na terra;

 

Anti-trinitarianos
Não aceitam o dogma da Santíssima Trindade. O caso mais notório é o dos unitaristas, socinistas e outros, que só reconhecem um Deus e negam portanto a Trindade.

 

Paulicianos
Sectários neo-maniqueus da Armênia e Bizâncio (séc. VII). Tomaram seu nome pretendendo se basear nas doutrinas de Paulo de Samosata. Depois de serem perseguidos parte deles se converteu ao catolicismo e outros caíram nos bogomilos. Subordinavam Jesus a Deus.

 

Elkasaítas (El-Kasal – profeta babilônico do séc. III):
Diziam que Cristo reencarnou e que seu primeiro corpo foi o de Adão.

 

Arianismo
Consideravam Jesus como uma subdivinidade.

 

Macedonianismo
Doutrina herética de Macedônio, bispo de Constantinopla. Segundo sua opinião, o Filho era inferior ao Pai.

 

Ciência Cristã (1879)
- Afirmam que Deus é Criador e a Criação (o cristianismo verdadeiro afirma que Deus é só Criador);
- Crêem na dualidade da figura de Cristo Jesus, já que afirmam que Jesus é o homem humano e Cristo a idéia divina, que o pecado é ilusório e o mal e enfermidade não existem.

 

Panteístas
Creem que Deus e o Universo são em última instância idênticos (hinduísmo).

 

Antonianismo
Conhecidos como “os vinhateiros do Senhor”, foram espíritas e negavam a existência do mal e da enfermidade.

 

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – mórmons (1830)
- Consideram que Deus Pai (Elohim) é composto de matéria, ainda que imortal e habita em um sistema da estrela Kolob. É um deus diferente de Jeová (seu filho), que encarnou como Jesus de Nazaré. Originalmente praticavam a poligamia (séc. XIX);

- Consideram somente a terceira pessoa da Trindade como não-corpórea;
- Fundaram sua própria cidade santa Salk Lake City.
- Crêem que Deus encarnou em Adão e que antes foi uma pessoa como nós, por isso consideram que todos podemos chegar a ser deuses de diferentes sistemas solares;
- Acreditam que a Igreja de Cristo deixou de existir com a morte do último apóstolo;
- Não crêem que Jesus tenha sido gerado pelo Espírito Santo, mas que foi gerado “pelo mesmo personagem que esteve no jardim do Éden e é nosso Pai que está nos céus”.
- Praticam o “batismo pelos mortos”;
- São milenaristas e crêem no “selamento para a eternidade”, onde uma pessoa pode se casar inclusive com alguém desaparecido;

 

- Triteístas
Consideravam cada uma das pessoas da Trindade de natureza diferente e divindade individual, não unidas, como por exemplo, os nominalistas de Roscelin de Compiegne.

 

Anabatistas
No princípio praticavam a poligamia e o concubinato (séc. XVI).

 

Antropomorfistas
Sectários cristãos que atribuíam a Deus forma humana. Esta teoria provêm dos cultos pagãos.

 

Mogiasemium
Seita muçulmana. Sua principal doutrina era atribuir um corpo a Deus.

 

Francisco Davidi
Bispo que se converteu a doutrina dos unitários socinianos de Hungría. Considerava que Jesus não era o mesmo Deus. Foi assassinado em 1579.

 

Sacafori
Sectários cristãos seguidores de Taciano, que celebravam o Santo Sacrifício com água em vez de vinho, pelo qual foram também chamados hidroparástatas, aquarii e accaophori.

 

Espiritismo (1857)

- Creem que Deus é inteligência suprema, o princípio e o fim de todas as coisas, o Criador de tudo, Suprema Energia e fonte inesgotável de amor;
- Jesus foi somente um espírito bom e evoluído;
- Creem na reencarnação, na lei do carma, na possibilidade de que já vivemos em outros mundos e nos três princípios: corpo, perispírito (cordão de prata) e alma;
- Praticam a mediunidade com os mortos;
- Não aceitam o batismo;
- Creem na salvação só pela caridade e não pela fé.

 

Culto Babilônico
Uma das primeiras referências a aparição de um espírito fazendo contato com um humano aparece em 2000 a.C., nos tabletes de argila do poema do herói Gilgamesh. Fala de seu amigo morto que aparece com uma sombra transparente.

 

Culto Egípcio
Criam nos Khu, espectros com cabeças de pássaro, que eram espíritos de defuntos entre dois mundos, estes propagavam doenças e podiam entrar nas entranhas dos animais.

 

Priscilianistas
Seguidores das doutrinas heréticas de Prisciliano (séc. II) baseadas no maniqueísmo e no gnosticismo. Criam que Jesus não existia antes de seu nascimento e que não foi homem também na reencarnação.

 

Gnosímacos
Negavam as Escrituras e criam que a salvação só se alcançava em fazer o bem.

 

CORRENTE ORIENTALISTA

Hare Krishna (Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna – 1965)
- São membros da “Sociedade Internacional de Conscientização de Críxena”, uma forma missionária de hinduísmo devocional. Seu fundador, o falecido A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, levou esta mensagem para os Estados Unidos em 1965. Ela retém certos elementos do ascetismo hinduísta, centraliza-se na adoração do deus Críxena, e dá destaque ao entoar a mantra “Hare Krishna”. Bhaktivedanta considerava a simples recitação do nome de Deus suficiente para a salvação.
- Praticam a filosofia Advaita.
- Crêem que as distinções são ilusórias e a realidade é nodual, em sua essência. Isto significa que o Eu individual, mesmo que percebido comoser distinto é, em última instância, idêntico ao absoluto (Brahman).
- Também crêem que a purificação da alma se alcança diretamente por experiência e não por ritual. Este conhecimento do absoluto da liberação da vida, erradica a ignorância e as ilusões, que é, em si, a erradicação do carma acumulado nas vidas anteriores.
- Cantam um mantra 1728 vezes por dia, no mínimo e não praticam jogos de azar ou entretenimento.
- Os homens utilizam um cinto de castidade que é ajustado com várias voltas em torno de suas genitais para impedir a função do mesmo.

 

Ankara (788-820)
Filósofo que aceitou que a devoção a um Senhor pessoal era útil mas era um nível de verdade inferior ao conhecimento do Brahman absoluto, impessoal.

 

Shri Harsha (1125-1180)
Filósofo que continou com os ensinos de Sankara. Serviu-se da lógica para derrotar as escolas opostas (Nyaya – Vaisheshika) da filosofía Advaita, que defendiam o culto a divindade pessoal (Ishvara).

 

Pelagianismo
Hereges cristãos. Consideravam que a salvação era obtida por esforço próprio.

 

Nich – Ren – Shu
Seita budista japonesa fundada por Nicherin (1222 – 1282). Utilizam a reiteração da fórmula “Namu myoho Renge Kyo” para a união con o buda.

 

Fé Universal Baha’ i (1863)
- Crêem na unidade de Deus e a origem comum de todas as religiões.
- Propugnam a liberdade de pensamento, a educação, a linguagem universal, a paz mundial e a igualdade.
- Negam o ascetismo e a vida exclusivamente espiritual.
- Não crêem no céu ou no inferno.

 

Albigenses
Sectários religiosos do séc. XIII, que entre outras coisas negavam a existência do paraíso, inferno e purgatório, a ressurreição dos corpos e não aceitavam o culto católico e a oração.

 

Malumijis
Seita herética muçulmana. Sua crença principal consistia em que o homem pode chegar neste mundo ao perfeito conhecimento do Criador.

 

Igreja da Unificação (Moon – 1954)
- Crêem que o reverendo Moon é o Messias.
- Crêem que Jesus (o primeiro Messias) tinha intenções de se casar e formar uma família. Foi crucificado, morreu e fracassou em sua intenção de redenção.

 

Tenrikyo
Seita xintoísta japonesa cuja fundadora (1796-1886) cria ser a verdadeira encarnação de Deos.

 

Sinésio
Bispo de Tolemaida que não admitia a doutrina da resurreição da carne. Portanto, para ele, Jesus Cristo não ressucitou.

 

Umbanda (entre os séc. XVIII e XX)
- É um culto sincretista formado em base do cristianismo, espiritismo e cultos animistas africanos.
- Crêem em deuses, na possessão dos espíritos e sacrificam animais.

 

Pocomanos
Sectários negros da Jamaica, cujo culto era uma mescla de cristianismo e práticas tribais de origem africana.

 

Vodú
Culto mistério de origem africana (Dahomey) que praticava a população negra do Haití. Fundamenta-se na magia e nos sacrifícios de sangue.

 

Rosacruz
Golden Dawn
Ordo Templis Orientis
Astrum Argentinum
B.O.T.A. (Builders of the Adytum)
Hermetic Brotherhood of Luxor
Brotherhood of Eulis
(Formada hipotéticamente no séc. XII, redescoberta no séc. XV e historicamente formada entre 1888 e 1915. Fue reconhecida en 1939)

- Crêem em um ser spremo, no carma e na reencarnação.
- Consideram a Jesus como uma reencarnação de Cristo.
- Praticam a astrologia e crêem que Lúcifer foi quem abriu os olhos aos homens.
- Jeová foi para eles um guia a cujo cargo esteve a parte especial da criação (um dos Elohim). Como regente da lua, tem a seu cargo aos seres degenerados e malignos que há lá. Mora no Sol visível.
- Não crêem no inferno, são vegetarianos, praticam meditação e suas idéias provêm de um amplo sincretismo cristão, gnóstico, maniqueu, budista, hindú e espiritista com filosofía helênica.
- Em alguns ramos são decididamente luciferistas
- Reconhecem a Cristo como fundador da Religião Universal do futuro e asseguram que Jeová é a cabeça das religiões de raça (Taoísmo, Budismo, Hinduismo, Judaísmo, etc.); assim como também a identidade do “Pai” a quem Cristo entregará o reino em seu devido tempo.
- Certa pessoa que apareceu na Palestina há 2000 anos, de quem se fala ser Jesus Cristo, dizem que na verdade era só um indivíduo e que é um erro crer que ele foi o Flho de Deus.

 

Elcesiatas
Seita palestina gnóstica dos primeiros anos do cristianismo. Segundo suas crenças Cristo era tão antigo como o mundo e Jesus era unicamente uma de suas muitas encarnações. Praicavam a astrologia judiciária ou apotelesmática, baseada no estudo dos astros e das nuvens. Rendiam culto aos demônios.

 

Maniqueus
Sectários seguidores de Mani e que fundamentam a fórmula dualista do Bem e do Mal, personificados por duas pessias divinas e que são as que dão origem aos seres. Professaram o politeísmo, o panteísmo e a metempsicosis como purificação espiritual.

 

Cátaros
Também conhecido como patarinos, concorezzos, albigenses, bognoleses e valdenses (de acordo com sua zona de assentamento ou líder). O deus do mal era o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Bem só se manifestou a partir do Novo Testamento.

 

Antroposofía
Lucis Trust (Escuela Arcana – Triángulos – Boa Vontade Mundial)
Cristianismo Esotérico
Logosofía
(a partir de 1875)
- A teosofía admite um princípio Uno, ou Deus, que se desdobra em três aspectos.
- Crêem também que como no princípio Uno, assim também no homem há três aspectos: o Angoeidas ou Corpo Irradiante; o Búdico ou Crístico e o Atma ou Vontade Espiritual.
- Consideram que o homem foi o primeiro animal, selvagem, civilizado, idealista e logo iniciado, ainda que para chegar a esta etapa passou por centenas de reencarnações.

 

Hinduísmo
Religião popular da Índia, constituída por uma fusão algo indeterminada de outros cultos do país. Suas aspirações devocionais variam desde o êxito mundano até a liberação do ciclo da transmigração (samsara) das almas.

 

Brahman
Trindade hindú formada por Shiva, Vishni e Brahma. Sua doutrina indica que Deus é o universo (panteísmo) e nele está Brahman, onde de si emana sete raios:

Brahma Sat: Tamas, Rajas e Sattva.
Vishnu Chit: Kriya, Jnana e Iccha.
Shiva Ananda: Maya.

 

Papalorinquistas
Sectários montanistas, que procuravam obter êxtases religiosos mediante a meditação.

 

Preadamismo
Nome que se dá a teoria calvinista que assegura que a terra estava habitada antes de Adão.

 

Danos causados por algumas seitas e NMR

Lic. José Maria Baamonde
Apesar do que normalmente a sociedade acredita, são muitos os danos causados por certos novos movimentos religiosos e não somente no âmbito das pessoas que aderem ou seus familiares mais próximos.

A seguir consignaremos uma lista elaborada pela Winspread Conference, reunida na cidade de Wisconsin, EUA, em setembro de 1985, e que foi codificada nos âmbitos de Indivíduos e Famílias, Governo, Lei, Negócios, Educação e Religião, encontrando-se todos eles documentados:

 

 

INDIVÍDUOS E FAMÍLIAS

 

· Fragmentação da família:
A família, sendo a célula básica de toda sociedade, é a única que, de forma eficiente, pode dar resposta ao presente desafio. É por isso que não poucos destes movimentos vêem nela um dos primeiros fatores a desestabilizar, já que o grau de dependência com um desses grupos vai ser inversamente proporcional à fortaleza dos vínculos familiares.

Na América Latina, onde os grupos evangélicos de tipo pentecostal registram características particulares, com respeito aos mesmos movimentos no continente europeu, se observa com bastante freqüência que quando um integrante de uma família se adere a estes movimentos, logo começa a acusar ao resto dos integrantes de estar ou pertencer ao Diabo, por não abraçar a fé pentecostal, com as conseqüentes rupturas familiares. Isto também é registrado com grupos como os Testemunhas de Jeová e demais grupos paracristãos.

 

· Redução à escravidão e exploração econômica de seus membros:

Em muitos destes movimentos é exigido de seus membros um trabalho por meta, até cumprir a cota diária de dinheiro a arrecadar estipulada pelo líder. Em razão disto é freqüente ver altas horas da noite jovens tentando vender os últimos pacotes que salmérios que lhes restam (v.gr.: Quarto Caminho, Fundação Nahual); livros, posteres ou cassetes (v.gr.: Hare Krishna, Meninos de Deus/A família), para assim poder retornar à colônia ou lugar de seu grupo.
Em outros casos lhes é exigido a entrega de todos os bens, como assim também o pagamento de importantes somas de dinheiro para a realização de diversos cursos, os quais ao não serem pagos, geralmente é trocado por trabalho não remunerado em diversas sedes do movimento (v.gr.: Igreja da Cienciologia/Associação Dianética, Associação O Patriarca, e diversos movimentos para o desenvolvimento do potencial humano, entre outros).

 

· Alterações mentais ou emocionais e desenvolvimentos psicológico deteriorado:

As práticas à que são submetidos os adeptos em certos grupos podem chegar a psicotizar a um indivíduo, especialmente se este conta com uma estrutural psíquica destas características. Isto é registrado especialmente naqueles movimentos que incluem em suas práticas a indução a estados alterados de consciência como costuma acontecer em alguns grupos evangélicos de tipo pentecostal em suas presumidas práticas de curas sobrenaturais ou de libertações demoníacas; em incorporações e possessões dos orixás; ou no tão difundido controle mental ao momento de levar adiante as supostas viagens astrais.

Sem chegar a tal extremo, também pode-se observar em outros, sintomas tais como imaturidade psicológica, personalidade dependente, delírios de onipotência, agorafobia, estados de confusos, estados de hipervigilância, estados hipomaníacos, dificuldades de concentração, tendências à automutilação, raciocínio de tipo paranoico, etc.

 

· Doenças físicas, feridas ou morte dos membros causadas por maus tratos, negligência grave, proibição de tratamentos médicos:

Geralmente as doenças físicas provêm do deterioro geral por falta de alimentação adequada, ou por falta de atenção médica, a qual pode levar à morte, como é o caso dos Testemunhas de Jeová frente à negativa de receber transfusões de sangue, assim como outros movimentos que desaconselham a consulta a médicos e propõem que a cura seja somente realizada pela fé.
Também aqui devem ser contemplados os casos extremos em que o líder de um movimento ordena o suicídio a seus seguidores, como fora o tristemente célebre caso da seita do Templo do Povo que liderada por Jim Jones, culminou com o suicídio coletivo de mais de novecentos seguidores na Guiana em 1978. Mais recentemente, em abril de 1993, uma situação similar envolveu o movimento dos Davidianos, liderado por David koresh, na localidade de Waco, Estado do Texas, EUA; a Ordem do Templo Solar, simultaneamente em Cheiry (Suiça) e em Montreal (Canadá), em outubro de 1994, que liderada por Luc Jouret; e Porta do Céu, em São Diego, EUA, entre outros.

 

· Abandono e abuso de crianças
É freqüente o abandono de crianças por parte de alguns destes movimentos, especialmente quando adoecem de alguma doença grave. Em geral, as crianças são entregues a familiares que não pertencem ao grupo para seu cuidado.
A respeito do abuso de crianças, um dos movimentos que mais acusações tem recebido é do Meninos de Deus/ A família que, apesar de suas constantes justificações, existe uma importante quantidade de documentação de uso interno do grupo, que provaria a veracidade das mesmas.

 

GOVERNO /LEI

 

· Infiltração nos departamentos de governo:
Também em partidos políticos, sociais e organismos das Forças Armadas e de Segurança, com o fim de obter informação secreta ou particular, para conseguir benefícios financeiros ou influencias as instituições em que se infiltraram, para servir aos fins do movimento.

· Evasão fiscal:
O caso mais famoso a esse respeito foi o que envolveu a Igreja da Unificação/ Moon, o que deixou como salto a prisão de seu fundador e atua líder, Sun Myung Moon, por alguns meses.

 

· Aquisição fraudulenta e disposição ilegal de fundo públicos para a assistência social e a segurança social:
Esta é uma acusação que freqüentemente faz contra movimentos dos classificados como psicoterapêuticos ou de reabilitação pessoal, especialmente com aqueles que se dizem operar a cura de dependentes químicos.

 

· Violação das leis de imigração:
Permanência clandestina de membros, uma vez vencidos os prazos de residência, assim como a prática de atividades laborais, tendo somente visto turístico e não permanência.

 

· Abuso do sistema legal através de litígios:
Geralmente através e falsos litígios ou querelas infundadas em corporações autorizadas e reguladas pela lei; ou juízos a investigadores que, obviamente não prosperam, para desalentar a outros especialistas a elaborar trabalhos de estudo e investigação. A última das mencionadas é uma estratégia recomendada internamente no movimento Meninos de Deus/A Família, através da carta do líder intitulada “Como Tomá-lo”.

 

· Conseqüência de objetivos políticos, enquanto atuam sob uma imagem de organização caritativa e não política:
O exemplo geralmente citado é o da Igreja da Unificação que, apesar de se apresentar como um movimento religioso, desenvolve uma ampla atividade política através de diversos encontros e congressos realizados por organismos, que dependem do grupo.

 

 

NEGÓCIOS

· Arrecadação de fundos e venda de práticas, ambas enganosas, e abuso do status de organização caritativa, para conseguir dinheiro com fins lucrativos e outros propósitos não caritativos:
Isto se encontra intimamente relacionado com a característica tipificada como proselitismo enganoso. Entre outros movimentos que incorrem nele, podemos mencionar aos Meninos de Deus/ A Família, que tentam vender seus pôsteres, cassetes e vídeos aduzindo que juntam fundos para uma escola, um asilo, um centro de reabilitação de drogados ou e atendimento de jovens, suicidas, etc.

· Também a fundação Nahual, a Fundação Enghelmajer, Associação Dianética, LBV, e centenas de grupos insertos na New Age ou Nova Era.
Stress organizacional e individual, como resultado da pressão que se exerce aos empregados que participam no ‘ensinamento empresarial e os seminários de desenvolvimento’.
Certos movimentos põem em prática seminários de crescimento, onde os participantes são submetidos a uma grande pressão psicológica para os logros das metas estipuladas.

· Competição desleal mediante o trabalho mal retribuído ao ‘salários reciclados’:
Isto se dá fundamentalmente naqueles movimentos que possuem empresas comerciais.

 

 

EDUCAÇÃO

 

· Negativa ou interferência, à obrigatoriedade legal da educação das crianças:
A maioria dos movimentos que entre suas práticas encontra-se a de viver em comunidade, não cumprem com esta obrigatoriedade (v.gr.: Hare Krishna, Meninos de Deus/A Família, Fundação Nahual, Casa de Judá, As Doze Tribos, etc).

· Abuso das facilidades dadas pelas escolas ou as universidades, ou falsificação dos propósitos do grupo, para ganhar respeitabilidade:

Habitualmente ocorre por cessão das instalações para a execução de encontros ou seminários com algum tema que preocupe a sociedade, ou através da realização de convênios para fins comuns.

Um dos movimentos que implementa esta modalidade é a Escola de Yoga de Buenos Aires, com exposições sobre dependência química ou aids; também movimentos que utilizam como fachada o yoga ou o controle mental, costumam utilizar para seus cursos, dependências de institutos educativos, ou paróquias.

 

. Recrutamento de estudantes universitários através da violação de sua intimidades e/ou problemas, freqüentemente seguido do desbaratamento de seus planos de estudo ou seus objetivos:
Grupos como a Igreja da Unificação, Hare Krishna, Meninos de Deus/ A Família, o Movimento, e O Caminho Internacional, é habitual vê-los nas portas ou ao redor de universidades abordando aos estudantes em suas tarefas proselitistas.

 

RELIGIÃO

· Tentativas de ganhar a ajuda de religiões já estabelecidas, apresentado uma imagem enganosa dos objetivos, crenças e práticas das seitas ou, mediante a infiltração em grupos religiosos já estabelecidos, com o fim de recrutar membros para o movimento:

Esta é uma prática muito recomendada pela líder dos Meninos de Deus/A Família, através de uma carta titulada ‘ Invadam as Igrejas’.

Desta maneira e ocultando seus verdadeiros objetivos, tomaram contato com grupos evangélicos e católicos, recebendo ajuda destes.

Também é freqüente que o grupo “O Caminho Internacional” ofereça cursinhos bíblicos em paróquias católicas, com o fim de efetuar tarefas proselitistas.

· Busca da realização de uma frente comum, com religiões já estabelecidas:

Geralmente isso acontece mediante o empreendimento de atividades conjuntas frente a algum flagelo que assolam a sociedade, como pode ser o da dependência química, ganhando assim respeitabilidade, e desalentando possíveis suspeitas, que redundarão na facilitação do posterior proselitismo.

A presente lista elaborada pela Windspread Conference, deveria agregar-se outros danos codificados por diversas organizações, tais como os que a continuação é detalhada:
· Abuso sexual e corrupção de menores.
· Obrigação à prostituição.
· Privação da liberdade e seqüestros.
· Torturas.
· Automutilações.
· Tráfico e consumo de entorpecentes.
· Suicídios.
· Homicídios por encargo.
· Tráfico de armas de guerra.

 

Como as Seitas Controlam a Mente dos Adeptos

Nos últimos quarenta anos a expressão ‘lavagem ao cérebro’ tem-se tornado muito comum. Em 1961 Robert J. Lifton escreveu o livro Thought Reform and the Psychology of Totalism (Reforma do Pensamento e a Psicologia do Totalitarismo), depois de ter estudado os efeitos do controlo da mente de prisioneiros de guerra americanos na China comunista. Lifton enumera oito aspectos principais que podem ser usados para determinar se um certo grupo é uma seita destrutiva. Todas as religiões autoritárias deviam ser submetidas a este teste para determinarmos exatamente quão destrutiva é a influência que elas têm sobre os seus adeptos. Que cada um julgue por si mesmo.

1. Controle do Meio

As seitas usam várias técnicas para controlar o meio das pessoas que recrutam, mas usam quase sempre uma forma de isolamento. Os adeptos podem ser fisicamente separados da sociedade ou pode-se-lhes ordenar, sob pena de punição, que se mantenham afastados dos meios de comunicação social, especialmente se estes os levarem a pensar criticamente. Todos os livros, filmes ou testemunhos de ex-membros do grupo (ou de qualquer outra pessoa que critique o grupo) têm de ser evitados.
A organização ‘mãe’ arquiva cuidadosamente informações acerca de cada recruta. Todos são vigiados, para que não se afastem nem se adiantem em relação às posições da organização. Isto permite que a organização pareça omnisciente aos adeptos, pois sabe tudo sobre todos.

2. Manipulação Mística

Nas seitas religiosas, Deus está sempre presente nas atividades da organização. Se uma pessoa sai da seita, quaisquer acidentes ou outros infortúnios que lhe aconteçam são interpretados como uma punição de Deus. A seita diz que os anjos estão sempre a velar pelos fiéis e circulam histórias que dizem que Deus está realmente a fazer coisas maravilhosas entre eles, porque eles são “a verdade”. Desta forma, a organização reveste-se de uma certa “mística” que atrai o novo adepto.

3. Exigência de Pureza

O mundo é descrito a preto-e-branco, não há necessidade de se fazerem decisões baseadas numa consciência treinada. A conduta da pessoa é modelada de acordo com a ideologia do grupo, conforme esta é ensinada na sua literatura. Pessoas e organizações são descritas como boas ou más, dependendo do seu relacionamento com a seita.
Usam-se sentimentos de culpa e vergonha para controlar indivíduos, mesmo depois de eles saírem da seita. Eles têm grande dificuldade em compreender as complexidades da moral humana, pois polarizam tudo em bem e mal e adotam uma posição simplista. Tudo aquilo que é classificado como mau tem de ser evitado e a pureza só pode ser atingida se o adepto se envolver profundamente na ideologia da seita.

4. O Culto da Confissão

Pecados sérios (segundo os critérios da organização) têm de ser confessados imediatamente. Os membros da seita que forem apanhados a fazer alguma coisa contrária às regras têm de ser denunciados imediatamente.
Existe muitas vezes uma tendência para ter prazer na degradação de si mesmo através da confissão. Isto acontece quando todos têm de confessar regularmente os seus pecados na presença de outros, criando assim uma certa unidade dentro do grupo. Isto também permite que os líderes exerçam a sua autoridade sobre os mais fracos, usando os “pecados” deles como um chicote para controlá-los.

5. O “Conhecimento Sagrado”

A ideologia da seita torna-se na moral definitiva para estruturar a existência humana. A ideologia é demasiado “sagrada” para se duvidar dela e requer-se que o adepto tenha reverência pelos líderes. A seita alega que a sua ideologia tem uma lógica infalível, fazendo parecer que é a verdade absoluta, sem contradições. Um sistema assim é atrativo e oferece segurança.

6. Linguagem Elaborada
Lifton explica que as seitas usam de forma abundante “clichês para acabar com o pensamento”, expressões ou palavras que são forjadas para acabar a conversa ou a controvérsia. Todos conhecemos os clichês “capitalista” e “imperialista”, usados por manifestantes anti-guerra nos anos sessenta. Estes clichês memorizam-se facilmente e têm efeito imediato. Chamam-se a “linguagem do não-pensamento” pois terminam a discussão, dispensando quaisquer considerações adicionais.

Entre as Testemunhas de Jeová, por exemplo, expressões como “a verdade”, “a sociedade”, “a organização”, “o novo sistema”, “a nova ordem”, “os apóstatas” e “as pessoas do mundo” contêm em si mesmas um julgamento dos outros, não é necessário pensar mais neles.

7. Doutrina Acima das Pessoas

A experiência humana é subordinada à doutrina, independentemente de quão profunda ou contraditória tal experiência seja. A história da seita é alterada para se ajustar à lógica doutrinal. O indivíduo só tem valor na medida em que se conforma aos modelos preestabelecidos pela seita. As percepções do senso comum são desconsideradas, se forem hostis à ideologia da seita.

8. Dispensados da Existência

A seita decide quem tem o “direito” de existir e quem não tem. Eles decidem quem morrerá na batalha final do bem contra o mal. Os líderes é que decidem quais são os livros de história exatos e quais são os tendenciosos. As famílias podem ser destruídas e os estranhos podem ser enganados pois não merecem existir!

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